terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Pai, nas tuas mãos entrego o meu Espírito


"Pai nas tuas mãos entrego o meu espírito" (LC 23, 46)
(...)
- Agora, deixa cair lentamente a cabeça sobre o peito e, com as palavras que havia aprendido nos joelhos de Maria- palavras com que todas as crianças judias encomendam a sua alma a Deus ao deitar-se- entrega o espírito nas mãos de seu Pai"

 A Amizade com Cristo. Robert Hugh Benson. Quadrante.São Paulo. 1996. Págs. 112 e 113.

Comecemos

"Em nome de Cristo, comecemos. Porque Cristo, da sua parte terminou"

A Amizade com Cristo. Robert Hugh Benson. Quadrante.São Paulo. 1996. Página 112.

A ambição da auto-negação

"(...) bem aventurados os que têm fome" de Deus, bem aventurados os que são espiritualmente ambiciosos, mas essa ambição deve ser promovida não pela auto-afirmação, mas pela auto-negação (...).
É por não compreendê-lo que, mesmo que aspiremos a metas altas na vida espiritual, facilmente chegamos ao desânimo e à deceção e começamos a desfalecer".
 
A Amizade com Cristo. Robert Hugh Benson. Quadrante.São Paulo. 1996. pág. 94

Trazer Nosso Senhor na alma

«Traga Nosso Senhor na sua alma
e represente-O
ora como Menino,
ora como Crucificado
ou Ressuscitado…
Esse olhar da alma para Ele
inflama-a de amor.
A toda a hora pode olhá-l’O.
Essa vista de Jesus a pacificará,
se estiver perturbada ou exaltada;
a fortalecerá, se estiver abatida;
a recolherá, se estiver dissipada.»

Santa Teresa dos Andes | 1900 – 1920
Carta 137

Jesus deseja a nossa ternura

"(....) quando O vemos sentar-se, cansado, à beira do poço de Jacó, enquanto os seus amigos vão buscar comida; quando no Horto das Oliveiras, censura doridamente aqueles que deveriam consolá-lo- "não pudeste velar uma hora comigo ? "(Mt 26, 41); quando, pela última vez, se dirige àquele que o havia perdido (...)- "Amigo, a que vieste ?" (Mt 26,50) - então, compreendemos que, mais do que a adoração de todos os anjos na glória, o que Ele deseja é a ternura e o amor dos homens, sentimentos a que só a amizade faz jus."
 
- "E, se alguém abrir, entrarei e cearei com ele e ele comigo" (Apoc. 3,20).
 
- "já não vos chamarei servos..., mas amigos" (Jo, 15,15)
 
- "Eis que eu estou convosco todos os dias" (Mt 28,20)
 
 
A Amizade com Cristo. Robert Hugh Benson. Quadrante. S.Paulo.1996. Pág. 13.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Confiar em Deus é o começo da vida eterna em nós

«A excessiva confiança na razão humana
facilmente conduz
a afastar-se das fontes sobrenaturais da fé, que
– segundo S. Tomás de Aquino –
“é o começo da vida eterna em nós”.
E por isso é difícil para os “ricos” de sabedoria
entrar no Reino dos Céus.
Por outro lado, os simples,
os que sabem que nada sabem,
que não podem saber nada por si mesmos,
elevarão humildemente o seu olhar para o Céu,
para alcançar como dom “lá de cima”
o que eles não podem alcançar.
Por isso Cristo louvava o Pai
por ter revelado os segredos do Reino
aos pobres e aos pequenos.»

Santa Teresa Benedita da Cruz | 1891 - 1942
Felizes os pobres em espírito, I, 5

A caridade é fruto da aniquilação de nós próprios

"Mas não pensemos que qualquer código de conduta, mantendo a nossa palavra ou controlando os nossos sentidos ou sendo caridoso para com os nossos próximos é em si mesmo o "ser Cristão",
Isso são só as flores que desabrocham da raiz e a raiz é humilhar-nos a nós próprios, oferecendo-nos a nós próprios, aniquilando-nos a nós próprios na presença de Deus todo poderosos
 
 
Ronald Knox

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O coração livre

"Vivo desprendido dos bens materiais ?
Tenho o coração livre face às solicitações do ambiente ?
Recuso a vida fácil e acomodada ?
Recebo com alegria os momentos de dificuldade que se possam apresentar ?
Sou exigente comigo mesmo na guarda da imaginação e dos sentidos ?
Sei prescindir voluntariamente de algumas coisas licitas (tv, etc..) com o afã de reparar as minhas ofensas e as dos outros, que recebe constantemente o Senhor ?"

D.Javier Echevarria. Bispo. Carta Pastoral de Dezembro de 1994

Recuperar diariamente na oração e na Eucaristia

"No meio dos nossos afazeres, não demos passo às preocupações de modo que estas nos tirem a paz (...) há que recuperar quotidianamente as forças na Eucaristia a na Oração.
Tudo é meio. Se pomos meio no fim, atuaremos como os vendilhões do tempo."

D. Javier Echevarria. Bispo. Carta Pastoral de Dezembro de 1994

Venit Domine Iesu

"No Advento, há graças especiais que mais facilmente O descubramos.
Não as desaproveitaremos se, com a ajuda do Senhor, vivermos bem com a nossa meditação de cada dia (...) e trabalhar com retidão de intenção, com perfeição humana, com esforço pessoal para que suba ao Céu o canto de glória de uma tarefa profissional bem terminada e oferecida ao Senhor como prova de carinho"
"Digamos mais vez a jaculatória: Venit Domine Iesu".

D. Javier Echevarria.
Bispo. Carta Pastoral de Dezembro de 1994.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

A humildade do deserto faz florir muitos frutos

«O deserto será como uma floresta, dizem os profetas, será grande, florirá.
Mas o deserto pode florir?
Sim.
A mulher estéril pode dar vida?
Sim.
 Aquela promessa do Senhor: Eu posso! Eu posso da secura, da vossa secura, fazer crescer a vida, a salvação. Eu posso da aridez fazer crescer os frutos», vincou Francisco.
Na homilia da missa a que presidiu no Vaticano, o papa advertiu para o fracasso de quem pensa converter a sua vida sem pedir ajuda a Deus, como chegou a acontecer na história da Igreja.
«É a intervenção de Deus que nos ajuda no caminho da santidade. Só Ele pode. Mas da nossa parte, que podemos fazer? Primeiro: reconhecer a nossa aridez, a nossa incapacidade de dar vida», apontou.
O segundo momento consiste em pedir ajuda: “Senhor, eu quero ser fecundo. Eu quero que a minha vida dê vida, que a minha fé seja fecunda, e progrida, e possa dá-la aos outros. Senhor, eu sou estéril, eu não posso, Tu podes. Eu sou um deserto: eu não posso, Tu podes”.»
Recordando a narrativa bíblica de Micol, jovem fecunda que se tornou estéril, o papa salientou que «os soberbos, aqueles que crêem que podem fazer tudo por si, são atingidos».
A terminar, Francisco fez a apologia da «humildade do deserto», que com a consciência da sua pobreza recebe «a graça de florir, de dar fruto e de dar vida».
 
Papa Francisco Homilia da Casa de Santa Marta de 19-12-2013
Rádio Vaticano | Com SNPC
© SNPC | 19.12.13

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O Papa dos croissants

Há dias, durante o pequeno-almoço, o Papa não estava na sua mesa habitual, nem em qualquer outro lado. Começou a gerar-se uma grande agitação, com vários homens de fato escuro e agentes de segurança enervados a passar revista a toda a casa. Onde estava o Papa? Por onde se teria metido? Toda a gente foi interrogada, a casa passada a pente fino, mas nada! Depois de uns valentes minutos de angústia, descobriram-no finalmente. Bergoglio caminhava pelo jardim, com passada decidida e um saco de papel na mão. Quando finalmente os homens da segurança lhe falaram do susto devido à sua ausência inesperada, Francisco riu-se e explicou que ia ao mosteiro Mater Ecclesia, onde vive Bento XVI, levar-lhe uns croissants mornos, "acabadinhos de fazer, como ele gosta".

É assim este Papa: terno e atencioso com todos. E tão depressa leva bolos quentes ao seu vizinho Ratzinger, como não hesita em pegar no telefone e dar os parabéns aos seus amigos e, se não atendem, deixa afectuosos recados no voicemail do telemóvel.
Dedica mais horas a saudar, abraçar e beijar pessoas de todas as idades do que a falar e a ler discursos.
Preocupa-se sobretudo com o lado humano e concreto das pessoas com quem se cruza, ao ponto de ter pedido à mãe de um bebé acabado de beijar que lhe pusesse um chapéu porque tinha a cabeça muito quente, ou ainda, no caso de um outro pequenino que chorava com fome, devolveu-o à mãe para ela amamentar o bebé, mesmo ali, na Praça de São Pedro!
E como é um Papa "todo-o-terreno", tão preocupado com o quotidiano da vida terrena quanto o é com a vida eterna e salvação de cada um, a misericórdia é talvez a sua palavra preferida, porque remete para a esperança e alegria. 
 
Se pudesse, Francisco gostaria de abraçar todos, "com amor e ternura como fazem as mães" – tal como explicou numa entrevista, arqueando os braços como se segurasse um bebé – porque "é assim que deve ser a Igreja: dar carinho, cuidar e abraçar". E não é este também o melhor retrato de Francisco?
 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Mas é Ele que se abaixa até nós

«Que somos senão nada?
Que podemos nós por nós próprios? Nada.
Se Deus não age por nós,
não sabemos agir.
Se não nos dá a vida,
não podemos viver.
Ele é tudo, nós, nada.
Mas é Ele que Se abaixa até nós!»

Santa Teresa dos Andes | 1900 - 1920

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O Senhor conforta-nos com ternura

Quando procuramos compensações, não esquecer que a maior compensação é o próprio Jesus Cristo que nos dá descanso, alivio e consolo, confortando-nos com ternura.
 
"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve."

Mateus 11:28-30
 
 
"(...) o Senhor conforta-nos com ternura”.
“Ele, que é poderoso, não tem medo da ternura; se faz pequeno”, prosseguiu. “No Evangelho, o próprio Jesus diz: “A vontade do Pai é que nenhum dos pequenos se perca, recordou o Papa, lembrando que “aos olhos do Senhor, cada um de nós é muito importante”.
“Nos 40 dias entre a Ressurreição e a Ascensão, o principal trabalho de Jesus foi consolar os discípulos, aproximar-se deles e dar-lhes consolo”, recordou ainda, terminando com uma prece:
Que o Senhor nos dê a graça de não termos medo da consolação, mas de sermos abertos a ela, que nos dá esperança e nos faz sentir o carinho de Deus-Pai”.

Papa Francisco, Homilia na Casa de Santa Marta, 10 de Dezembro de 2013

domingo, 8 de dezembro de 2013

Devemos tornar-nos vítimas de expiação e súplica


«Portanto, pela nossa união com Cristo,
com a Sua Igreja,
devemos tornar-nos vítimas de expiação
e de súplica pela conversão dos nossos irmãos.
Está nisso o ponto ideal da nossa caridade:
amar aqueles que, talvez, falam mal de nós,
nos contradizem e perseguem.
O nosso perdão, a eles
oferecido na luz da fé,
da esperança
e da caridade,
atraí-los-á de novo
para os braços de Deus.»

Serva de Deus Irmã Lúcia de Jesus | 1907 - 2005
Apelos da Mensagem de Fátima, cap. 3

Vá a Jesus como ao amigo mais íntimo

«Vá a Jesus
como ao amigo mais íntimo
e conte-lhe tudo o que se passa na sua alma.
Ninguém como Ele penetra o seu coração.
Ninguém como Ele saberá curar as feridas da sua alma,
porque vê com luz e poder infinitos
e dá o remédio.
Além do mais, ninguém como Jesus o ama tanto,
uma vez que deu a Sua vida
para dar-lhe o Céu.»

Santa Teresa dos Andes | 1900 - 1920
Carta 132

Maria, Rainha de Portugal


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Oração do pecador desencorajado

Oração do pecador desencorajado, para este tempo do Advento:

- Vinde Senhor Jesus e salvai-me… que a luta é tão difícil.
- Jesus eu confio em Vós.

 (Pode rezar-se com o terço, rezando “Vinde Senhor Jesus e salvai-me… que a luta é tão difícil” nas contas grandes correspondentes ao “Pai nosso” e “Jesus eu confio em Vós” nas contas pequenas correspondentes à “Avé Maria”. Terminar com o Pai nosso, a Avé Maria e o Gloria ao Pai)

Que faça morada nas nossas almas

«A minha alma fica sempre contigo.
Como preparação do Advento e do Natal
concedo-te um encontro especial nas três orações do Angelus;
pediremos ao Verbo encarnado por amor
que estabeleça a sua morada nas nossas almas
e que elas já não possam mais deixá-lo.»

Beata Isabel da Trindade | 1880 - 1906
Carta 213

domingo, 1 de dezembro de 2013

Rezar por aqueles que não gostamos

"Todos nós provamos simpatias e antipatias, e talvez neste momento estejamos chateados com alguém.
Pelo menos digamos ao Senhor: «Senhor, estou chateado com este, com aquela. Peço-Vos por ele e por ela».
Rezar pela pessoa com quem estamos irritados é um belo passo rumo ao amor, e é um acto de evangelização.
Façamo-lo hoje mesmo.
Não deixemos que nos roubem o ideal do amor fraterno!"

Ponto 101 "Evangelii gaudium" Papa Francisco 26-11-2013

O dom de si no serviço na revolução da ternura

"A verdadeira fé no filho de Deus feito carne é inseparável do dom de si mesmo (...) do serviço, da reconciliação com a carne dos outros.
Na sua encarnação, o filho de Deus convidou-nos à revolução da ternura".

Ponto 88 Evangelii Gaudium Papa Francisco 26-11-2013.

sábado, 30 de novembro de 2013

Tempo da noite com Deus

Evening meditation

For many of us this has been, and may continue to be, a busy, hectic and perhaps stressful few days. Or perhaps a lonely one.

So tonight a simple suggestion for meditation:...

Rest wordlessly in God's presence.

No need to say anything.
Just be with God.
And let God be with you.
 
Father James Martin SJ

Seguir em frente sem se dar por vencido


"Quem começa sem confiança, perdeu de antemão metade da batalha e enterra os seus talentos.
Embora com a dolorosa consciência das próprias fraquezas, há que seguir em frente, sem se dar por vencido e recordar o que disse o Senhor a São Paulo "Basta-te a minha Graça, porque a força manifesta-se na fraqueza".
 
Evangelii Gaudium  ponto 85 Papa Francisco 26-11-2013
 
 

 
 

A luta no Evangelho da Alegia


72
Na vida quotidiana, muitas vezes os citadinos lutam para sobreviver e, nesta luta, esconde-se um sentido profundo da existência que habitualmente comporta um profundo sentido religioso.


85
Ninguém pode empreender uma luta, se de antemão não está plenamente confiado no triunfo.

96
 Neste contexto, alimenta-se a vanglória de quantos se contentam com ter algum poder e preferem ser generais de exércitos derrotados antes que simples soldados dum batalhão que continua a lutar.
(…)
Assim negamos a nossa história de Igreja, que é gloriosa por ser história de sacrifícios, de esperança, de luta diária, de vida gasta no serviço, de constância no trabalho fadigoso, porque todo o trabalho «é suor do nosso rosto»

277
Pode acontecer que o coração se canse de lutar, porque, em última análise, se busca a si mesmo num carreirismo sedento de reconhecimentos, aplausos, prémios, promoções: então a pessoa não baixa os braços, mas já não tem garra, carece de ressurreição

286
Como uma verdadeira mãe, caminha connosco, luta connosco e aproxima-nos incessantemente do amor de Deus


Evangelii Gaudium. Papa Francisco 26-11-2013

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O encontro com uma Pessoa que é o Amor de Deus

"Não me cansarei de repetir estas palavras de Bento XVI que nos levam ao centro do Evangelho: «Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo».[3]
8. Somente graças a este encontro – ou reencontro – com o amor de Deus, que se converte em amizade feliz, é que somos resgatados da nossa consciência isolada e da auto-referencialidade".

Exortação Apostólica "Evangelii Gaudium" pontos 7 e 8. Papa Francisco.

Alegria no meio das pequenas coisas

"Mas o convite mais tocante talvez seja o do profeta Sofonias, que nos mostra o próprio Deus como um centro irradiante de festa e de alegria, que quer comunicar ao seu povo este júbilo salvífico.
Enche-me de vida reler este texto:
«O Senhor, teu Deus, está no meio de ti como poderoso salvador!
Ele exulta de alegria por tua causa, pelo seu amor te renovará. Ele dança e grita de alegria por tua causa» (3, 17).
É a alegria que se vive no meio das pequenas coisas da vida quotidiana, como resposta ao amoroso convite de Deus nosso Pai: «Meu filho, se tens com quê, trata-te bem (...). Não te prives da felicidade presente» (Sir 14, 11.14). Quanta ternura paterna se vislumbra por detrás destas palavras!"

Evangelii Gaudium. Papa Francisco. ponto 4

Pede-nos tudo porqe nos dá tudo

Em toda a vida da Igreja, deve-se sempre manifestar que a iniciativa pertence a Deus, «porque Ele nos amou primeiro» (1 Jo 4, 19) e é «só Deus que faz crescer» (1 Cor 3, 7).
Esta convicção permite-nos manter a alegria no meio duma tarefa tão exigente e desafiadora que ocupa inteiramente a nossa vida.
Pede-nos tudo, mas ao mesmo tempo dá-nos tudo.

Ponto 12. Exortação Apostólica Evangelii Gaudium Papa Francisco

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Fazer escolhas definitivas

O Papa afirmou que os cristãos são chamados a escolhas definitivas, como nos ensinam os mártires de todos os tempos
(...)
Os dois – a viúva e os jovens – arriscaram.
Em seu risco, escolherem o Senhor, com um coração grande, sem interesse pessoal, sem mesquinhez. Não tinham uma atitude mesquinha.
O Senhor é tudo. O Senhor é Deus e se entregaram ao Senhor.
E isso não o fizeram por uma força – permito-me a palavra – fanática, não: 'Devemos fazer isso Senhor’, não! Há outra coisa: se entregaram porque sabiam que o Senhor é fiel.
Entregaram-se a esta fidelidade que existe sempre, porque o Senhor não pode se transformar: é fiel sempre, não pode não ser fiel, não pode renegar a si mesmo.

Esta confiança no Senhor, acrescentou o Santo Padre, os levou “a fazer esta escolha por Ele”. Uma escolha que vale seja nas pequenas coisas, seja nas grandes e difíceis escolhas:

Nos fará bem pensar nesses irmãos e irmãs que, em toda a nossa história, também hoje fazem escolhas definitivas. Mas pensemos também em tantas mães, tantos pais de família que todos os dias fazem escolhas definitivas para levar avante sua família, seus filhos.
E isso é um tesouro na Igreja. Eles nos oferecem um testemunho.
Peçamos ao Senhor a graça da coragem, da coragem de prosseguir na nossa vida cristã, nas situações habituais, comuns, de todos os dias, mas também nas situações-limite.
Papa Francisco
Homilia da Casa de Santa Marta de 25-11-2013

sábado, 23 de novembro de 2013

O que mais vos despertar ao amor

«Para crescer na oração
e passar às moradas mais interiores
não está a coisa em pensar muito,
senão em amar muito;
e assim,
o que mais vos despertar ao amor,
é isso que deveis fazer».

Santa Teresa de Jesus | 1515 – 1582
4 Moradas 1,6

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Renunciar ao interesse próprio

"E esta é a Minha Vontade: que te negues a ti mesma e não busques o teu interesse, mas o dos outros.
(...)
Aprende, pois, a abandonar-te por Amor de mim, isto é, a renunciar, pela negação de ti mesma, ao teu interesse, ao teu consolo, à tua devoção, ao teu proveito; assim fazendo o que deves, honrar-me-ás e não só não perderás nada seguindo este caminho, senão que obterás uma recompensa 100 vezes maior".
 
Johan Lanspergio. Carta de Jesus Cristo à Alma Devota. Colección Ariadna. Página 146

Purificar-nos continuamente

"(...) a sequela de Deus pressupõe uma contínua purificação, “porque somos pecadores”, reiterou o Papa Francisco, que insistiu: "Purificar-nos com a oração, com a penitência, com o Sacramento da reconciliação, com a Eucaristia".
 
Papa Francisco. Homilia na Casa de Sta Marta de 22-11-2013

Desconfia de ti e dos teus méritos

"Se Deus te pagasse como mereces, serias odioso a todas as criaturas pois que não és digno nem da terra, nem do ar que respiras.
(...) Não te apoies nas tuas obras e desconfia de outros méritos que não sejam os da redenção"

Carta de Jesus Cristo à alma devota. Johan Lanspergio. Colección Ariadna. Pág. 136 e 137

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O martírio branco

"Pierre Claverie was a Dominican, the bishop of Oran in Algeria. He was martyred in 1996, just after the Trappist monks in Of gods and men. He knew that they would come for him too.
But shortly before he died he said that what really mattered was what he called ‘white martyrdom’: ‘White martyrdom, that is what one tries to live each day,
the gift of your life drop by drop in a loving look,
being with someone, a smile, caring for someone,
a work,
in all these things which make that a little of our life is shared, given, handed over.
One cannot hang on to one’s life.’
Your life is a gift to be given away.
‘This is my body, given for you.’
(...) Let’s not hang on to our lives.
If we do, we shall shrivel.
Let’s not be afraid to give them away while we can.
Jesus said: ‘Are not two sparrows sold for a penny? Yet not one of them will fall to the ground unperceived by your Father. Even the hairs of your head are counted. So do not be afraid; you are of more value than many sparrows.’ (Matthew 10. 29 – 31)"
 
Fr Timothy Radcliffe OP - Romero Lecture 2013 1 Novembro 2013

domingo, 17 de novembro de 2013

Papa recomenda Terço da Misericórdia

Ao final do tradicional encontro dominical na Praça São Pedro, o Papa Francisco recomendou um “remédio espiritual” chamado “Misericordina” que seria distribuído por voluntários aos presentes, dizendo, em tom de brincadeira:
“Alguém pode pensar: o Papa é um farmacêutico agora?”.
A bem da verdade, este ‘remédio espiritual’ nada mais é do que uma pequena caixa lembrando uma caixa de remédio, contendo no seu interior uma imagem de Jesus da Misericórdia, um terço com as 59 contas, acompanhado de uma ‘bula’ com ‘prescrições’ e posologia, como por exemplo, procurar um local silencioso e ajoelhar-se diante de uma imagem de Jesus da Misericórdia onde está escrito “Jesus, eu confio em ti”.
No verso da 'bula', algumas passagens do Diário de Madre Faustina kowalska.
O Papa observou que com aquele terço poderia ser rezado o Terço da Misericórdia, “ajuda espiritual para a nossa alma, para nossa vida e para divulgar em todo lugar o amor, o perdão e a fraternidade”. E insistiu: “Não esqueçam de pegá-la, porque faz bem, eh? Faz bem ao coração, à alma e para toda a vida”.

17-11-2013
Papa Francisco Angelus

sábado, 16 de novembro de 2013

A pobreza de espírito

"Como gostaria que tivesses verdadeira e firme confiança em Mim e que desejasses estar CoMigo tanto como Eu desejo estar contigo !
As Minhas delícias são estar com os filhos dos homens (Prov. 8, 31)
(...)
Mas esta confiança só pode subsistir pela desconfiança de ti mesma e ambas- a confiança em Mim e a desconfiança em Ti- nascem da mais preciosa das pérolas: a pobreza de espírito"

Johan Lanspergio. Carta de Jesus Cristo a uma alma devota. Coleción Ariadna. Pág. 91

Aos pés do Mestre


"Quem não poderá (...) encontrar alguns momentos durante o dia para estar a amar o amado, aos seus pés, compaginando os seus afazeres de Marta com os de Maria de Betânia ?"

Um monge cartuxo

Não gozar daquilo que apenas se deve usar

"(...) as pessoas honradas e dignas não pensam na mesa senão quando se sentam a ela , e depois da refeição lavam as mãos e a boca para não ficar com o gosto, nem com o cheiro do que comeram (....)
(...)
Os que usam deste mundo (diz S.Paulo), hão-de ser como se não usassem; que todos pois usem do mundo cada um conforme o seu estado: mas de tal sorte que, não lhe ganhando afeição, se fique livre e pronto para servir a Deus, como se dele não se usasse.
É o grande mal do homem, diz Santo Agostinho, querer gozar das coisas de que só deve usar e querer usar daquelas de que só deve gozar: devemos gozar das coisas espirituais e das corporais somente usar: e quando o uso destas se converte em gozo, a nossa alma racional converte-se outrossim em alma brutal e bestial."

S. Francisco de Sales. Introdução à Vida Devota. Capítulo XXXIX

Acusar-se do motivo

"Não te contentes com dizer os teus pecados veniais quanto ao facto, mas acusa-te do motivo que te induziu a comete-los."

Introdução à Vida Devota. S.Francisco de Sales. Capítulo XIX. Pág. 75.

Perceber e corresponder ao Amor de Deus por nós

"Deus nos ama. Descubramos a beleza de amar e de nos sentirmos amados".

Twitter 11/11/2013 Papa Francisco


"Jesus quis conservar as suas chagas para nos fazer sentir a sua misericórdia. Esta é a nossa força, a nossa esperança".

Twitter 16/11/2013 Papa Francisco

O espírito da curiosidade é o espírito da mundanidade




Na Igreja existe, e é muito comum, um espírito contrário à sabedoria de Deus: o espírito da curiosidade”. Foi o que disse na manhã desta quinta-feira, 14 de Novembro de 2013 , o Papa Francisco, na missa celebrada na Casa Santa Marta.
“Esta tentação nos acomete – explicou – quando queremos nos apropriar dos projetos de Deus, do futuro, das coisas; quando queremos conhecer tudo e tomar conta de tudo”.
(...)
“A curiosidade – explicou o Pontífice – nos afasta do Espírito da sabedoria, porque leva em conta apenas os detalhes, as notícias, as pequenas novidades de todos os dias. O espírito da curiosidade não é um bom espírito: dispersa, afasta de Deus, faz falar demais...”.
Prosseguindo a homilia, Francisco se referiu ao Evangelho, que diz que “o espírito da curiosidade é mundano e provoca confusão”. A isso tudo, o Papa contrapôs o comportamento dos “verdadeiros cristãos e cristãs que vivem na sabedoria do Espírito Santo. Esta é a sabedoria que nos guia com espírito inteligente, santo, único, múltiplo e sutil”.
“O espírito de Deus nos ajuda a discernir, a tomar decisões segundo o coração de Deus. Este espírito de amor e fraternidade nos dá paz, sempre! A santidade é exatamente isso. O que Deus pede a Abraão: ‘Caminhe em minha presença e seja irrepreensível’. Prosseguir sob o impulso do Espírito de Deus e desta sabedoria. Os homens e mulheres que caminham assim são sábios, porque procedem sob a moção da paciência de Deus”, concluiu

Amor de Deus - Caridade - Oração - Apostolado

"Quanto mais nos deixarmos amar por Deus e nos empenharmos em corresponder a esse amor – também explicitado na oração e, sobretudo, na vida do dia a dia, na caridade – mais força ganhará a nossa oração ao Senhor da messe para que mande trabalhadores para a sua messe”,
 
D. Manuel Quintas
Bispo do Algarve
Novembro de 2013

o coração daquele que, em Deus, encontra toda a sua riqueza

"Um coração pobre é aquele que deposita toda a sua confiança e desejo em Deus, aquele que em Deus encontra a sua grande riqueza e força, aquele que confia plenamente em Deus.
 
É um coração liberto de tudo aquilo que pode ocupar o lugar de Deus e dos outros".
 
“Mesmo que [Deus] não nos conceda aquilo que pedimos, não devemos deixar de confiar n’Ele e sobretudo de acreditar que Ele vela por nós como Pai”, afirmou, considerando serem as atitudes “expressão de uma fé autêntica, de alguém que quer continuar a ser amado por Deus, a fazer com que o amor de Deus frutifique no seu coração, na sua vida e no seu trabalho”.
 
Bispo do Algarve. D. Manuel Quintas. 27 de Outubro de 2013

«qual é a força do homem?», perguntou o Pontífice. É a mesma testemunhada pela viúva da qual fala o Evangelho, explicou, que bate sempre à porta do juiz.
 «Bater à porta – recordou – queixar-se de tantos problemas e dores, pedir ao Senhor a libertação dos pecados e dos problemas».
Esta é a força do homem, «a oração do homem humilde», pois se em Deus existe fragilidade, ela manifesta-se diante da prece do seu povo: «esta é a debilidade de Deus».

Papa Francisco
17-XII-2013
Homília na Casa de Santa Marta

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Puxar pelo peito

A melhor forma de puxar pelo burro, é pelo peito

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Ir à confissão semanalmente

"A confissão, que é a purificação da alma, deve ser feita pelo menos uma vez por semana. Não é possível manter a alma longe da confissão mais de 7 dias."

 S.Pio de Pietrelcina

sábado, 9 de novembro de 2013

Mais empenho na vida cristã

"Não é verdade que podes pôr mais empenho no trabalho, na piedade, no apostolado ?
(..)
Deus não nos pede coisas impossíveis: pede-nos decisão, confiança, abandono (...), heroísmo até nos detalhes mais pequenos.
(...)
Deus repetirá, neste nosso mundo os gestos (...) mas que fique bem claro que Ele faz tudo, quando a criatura da sua parte faz também tudo o que pode, ainda que esse todo seja praticamente nada" 

D. Javier Echevarria. Bispo
Carta Pastoral de Novembro de 1995

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Apaixonar-se

Falling in Love

Nothing is more practical than finding God, that is,
than falling in Love in a quite absolute, final way.
...
What you are in love with,
what seizes your imagination,
will affect everything.

It will decide what will get you out of bed in the morning,
what you do with your evenings,
how you spend your weekends,
what you read, whom you know,
what breaks your heart,
and what amazes you with joy and gratitude.

Fall in Love,
stay in love,
and it will decide everything.


--Servant of God Pedro Arrupe, SJ, (1907-1991)

domingo, 3 de novembro de 2013

Não ter medo da morte, porque já estamos mortos em Cristo


" Gracias a las enseñanzas de Nuestro Señor, las realidades últimas pierden el sentido tétrico y fatalista que muchos hombres y mujeres han tenido y tienen a lo largo de la historia. La muerte corporal es un hecho evidente a todos, pero en Cristo adquiere un sentido nuevo. No es sólo una consecuencia de ser criaturas materiales, con un cuerpo físico que naturalmente tiende a la disgregación, y no se queda tan sólo —como ya revelaba el Antiguo Testamento— en un castigo del pecado. Escribe san Pablo:
 
para mí, el vivir es Cristo, y el morir una ganancia. Y en otro momento añade: podéis estar seguros: si morimos con Él, también viviremos con Él3. «La novedad esencial de la muerte cristiana está ahí: pelo Batismo, o cristão está já sacramentalmente "morto com Cristo", para viver uma vida nova; e se morremos na graça de Cristo, a morte física consome este "morrer com Cristo" e aperfeiçoa assim a nossa incorporação nEle, no seu ato redentor" 4

3 Flp 1, 21 y 2 Tm 2, 11.

4 Catecismo de la Iglesia Católica, n. 1010.

D. Javier Echevarria
Carta Pastoral de Novembro de 2013

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Não querer possuir nada

«A segunda cautela contra o mundo
diz respeito aos bens temporais.
Para te libertares verdadeiramente
dos danos desta classe
e moderar o excesso de apetite,
é preciso não quereres possuir nada,
não andares preocupado com a comida,
nem com o vestir
ou com outras coisas,
nem com o dia de amanhã.
Essa preocupação deve encaminhar-se
para coisas mais elevadas,
como seja procurar o reino de Deus
e não ofender a Deus.


O resto ser-nos-á dado por acréscimo,
como diz Sua Majestade (Mt 6, 33),
pois não se há-de esquecer de ti
Aquele que até cuida dos animais.
Desta maneira conseguirás
o silêncio e a paz nos sentidos.»


S. João da Cruz | 1542 – 1591
Cautelas, 2ª cautela

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Cristãos a meio gás

"Fomos re-feitos em Cristo! O que Cristo fez em nós foi uma re-criação! O sangue de Cristo nos regenerou. Trata-se de uma segunda criação. Antes, toda a nossa vida, o nosso corpo, a nossa alma, os nossos costumes estavam na estrada do pecado, da iniqüidade. Nesta nova criação, devemos esforçar-nos para caminhar em direção à justiça e à santificação”.
Viver como cristão, explicou o Pontífice, é continuar na fé em Cristo, na sua recriação. Com a fé realizamos a “obra de santificação”, que recebemos no Batismo. Na estrada da santificação, o sacramento da Penitência nos ajuda a sarar das nossas imperfeições e fraquezas. Não devemos ser cristãos insípidos.
"É preciso deixar de lado tudo aquilo que nos distancia de Jesus Cristo e refazer tudo do início. Tudo é novidade em Cristo! Tantos outros cristãos fizeram a mesma coisa, tantos santos, até aqueles anônimos, que vivem o cristianismo seriamente. Todos nós fomos santificados pelo sangue de Cristo!”.

Fomos refeitos em Cristo! Aquilo que fez Cristo em nós é uma recriação: o sangue de Jesus recriou-nos. É uma segunda criação! Se antes toda a nossa vida, o nosso corpo, a nossa alma, os nossos hábitos estavam no caminho do pecado, da iniquidade, depois desta recriação devemos fazer o esforço de caminhar pelo caminho da justiça, da santificação. Utilizai esta palavra: a santidade. Todos nós fomos batizados: naquele momento, os nossos pais – nós eramos crianças – em nosso nome fizeram um ato de fé: Creio em Jesus Cristo, que nos perdoou os pecados. Creio em Jesus Cristo.”
“Viver como cristão significa assumir um estilo de vida que vive nesta recriação de Jesus e fieis ao nosso batismo. E não é mais possível dizer que se acredita em Jesus “mas vive-se como se quer! Isso não pode ser”, afirmou o Santo Padre.
Viver no caminho da santificação com as nossas imperfeições, debilidades e pecados assumindo o desafio do perdão e da reconciliação para – como afirmou o Papa Francisco – não sermos “cristãos de meio caminho”.
“Sem esta consciência do antes e do depois, de que nos fala Paulo, o nosso cristianismo não serve para ninguém! E mais: segue no caminho da hipocrisia. Digo que sou cristão mas vivo como pagão! Ás vezes dizemos ‘cristãos de meio caminho’, que não tomam isto seriamente. Somos santos, justificados, santificados pelo sangue de Cristo: tomar esta santificação e seguir com ela em frente!”
 
Homilia do Papa Francisco de 24-10-2013 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

As nossas fraquezas estão em todo o lugar

"(...) as nossas fraquezas estão em todo lugar, também o diabo está em todo lugar, as tentações estão em todo lugar, mas é preciso sempre provar-nos"


DISCURSO Papa Francisco
Audiência com os participantes da Conferência Nacional dos Capelães dos Presídios Italianos

Sala Paulo VI
Quarta-feira, 23 de outubro de 2013

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Ser lince consigo mesmo

«Ser muito indulgentes para com os outros
e, connosco mesmas, muito rigorosas.
Outro dia disseram-me a este respeito
um pensamento que gostei muito:
“ser toupeira com o próximo
e lince para consigo mesmos”,
isto é,
não ver os defeitos alheios,
mas os nossos.»

Santa Teresa dos Andes | 1900-1920
Carta 101

Cada batizado é "cristoforo"

"Há necessidade de cristãos que tornem visível aos homens de hoje a misericórdia de Deus, a sua ternura por cada criatura. 
(...)
 a nova evangelização, enquanto chama a ter coragem de ir contracorrente, de converter-se dos ídolos ao único e verdadeiro Deus, não pode deixar de usar a linguagem da misericórdia, feita de gestos e de atitudes antes ainda que de palavras.
(...)
Cada batizado é “cristóforo”, isso é, portador de Cristo, como diziam os antigos padres.
Quem encontrou Cristo, como a Samaritana no poço, não pode reter para si esta experiência, mas sente o desejo de partilhá-la, para levar outros a Jesus (cfr Jo 4).
Todos hão de se perguntar se quem nos encontra percebe na nossa vida o calor da fé, vê na nossa face a alegria de ter encontrado Cristo!"
 
Papa Francisco
Audiência com os participantes da Plenária do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova EvangelizaçãoVaticano, 14 de outubro de 2013

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

aprender a dominar-se

«Podes fazer muitas coisas,
mas se não aprenderes a negar a tua vontade
e a dominar-te,
não te preocupando contigo
nem com as tuas coisas,
não avançarás na perfeição.»

S. João da Cruz | 1542 – 1591
Ditos de Luz e Amor, 71

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Os pecados não podem ser maus hábitos

Não deixes que os teus pecados se transformem em maus hábitos

Santa Teresa de Ávila (1515-1582)

domingo, 13 de outubro de 2013

Que Deus se torne carne em nós

"Entretanto aquilo que aconteceu de uma forma única na Virgem Mãe, sucede a nível espiritual também em nós, quando acolhemos a Palavra de Deus com um coração bom e sincero, e a pomos em prática.
É como se Deus tomasse carne em nós:
Ele vem habitar em nós, porque faz morada naqueles que O amam e observam a sua Palavra.
Não é fácil entender isto, mas, sim é fácil senti-lo no coração.
Pensamos que a encarnação de Jesus é um facto apenas do passado, que não nos toca pessoalmente? Crer em Jesus significa oferecer-Lhe a nossa carne, com a humildade e a coragem de Maria, para que Ele possa continuar a habitar no meio dos homens;
significa oferecer-Lhe as nossas mãos, para acariciar os pequeninos e os pobres;
os nossos pés, para ir ao encontro dos irmãos;
os nossos braços, para sustentar quem é fraco e trabalhar na vinha do Senhor;
a nossa mente, para pensar e fazer projetos à luz do Evangelho;
e sobretudo o nosso coração, para amar e tomar decisões de acordo com a vontade de Deus.
Tudo isto acontece graças à ação do Espírito Santo.
E assim, somos os instrumentos de Deus para que Jesus possa atuar no mundo por meio de nós".

Papa Francisco 12-X-2013

Agradecer a Deus e à nossa família

"Dizer obrigado parece tão fácil, e todavia é tão difícil!
Quantas vezes dizemos obrigado em família?
Esta é uma das palavras-chaves da convivência.
“Com licença”, “perdão”, “obrigado”: se numa família se dizem estas três palavras, a família segue adiante.
“Com licença”, “perdão”, “obrigado”.
Quantas vezes dizemos “obrigado” junto da família?
Quantas vezes dizemos obrigado a quem nos ajuda, vive perto de nós e nos acompanha na vida? Muitas vezes damos tudo isso como suposto!
E o mesmo acontece com Deus.
É fácil ir até ao Senhor para pedir alguma coisa, mas ir agradece-Lo… “Ah, isso é difícil”.

Papa Francisco
Homilia 13-X-2013

sábado, 12 de outubro de 2013

Vigilância contra as ciladas do demónio

O Papa Francisco considerou que não devemos ser ingénuos e estar sempre vigilantes às investidas do maligno. Segundo o Santo Padre, se não guardamos o bem, aparece o mal que é mais forte do que nós. Apontou o nosso caminho cristão para lutar contra as tentações e especificou que existem três critérios para discernir a presença do mal nas nossas vidas: o primeiro critério é não confundir a verdade – Jesus luta contra o diabo. O segundo critério é que quem não é com Jesus é contra Jesus – não pode haver, portanto, atitudes pela metade. E o terceiro critério é a vigilância sobre o nosso coração, porque o demónio é astuto e nunca é expulso para sempre, pois só no último dia isso acontecerá!
O demónio está sempre à espreita e redobra as suas forças com as nossas fraquezas e debilidades, sobretudo, quando não estamos atentos. Por isso, o Papa Francisco afirmou que o demónio tem uma estratégia e reforçou o seu apelo à vigilância:
“A vigilância, porque a estratégia dele é aquela: ‘ Tu fizeste-te cristão, continua com a tua fé, eu deixo-te, deixo-te tranquilo. Mas depois quando tu estás habituado e não fazes tanta vigilância e sentes-te seguro, eu volto.’ O Evangelho de hoje começa com o demónio expulso e acaba com o demónio que volta! S. Pedro dizia : é como um leão feroz, que anda à nossa volta. E é assim, Mas, Padre, o senhor é bocado antiquado, está a assustar-nos com estas coisas... Nao, eu não! É o Evangelho! E isto não são mentiras , é a Palavra do Senhor!
Peçamos ao Senhor a graça de tomar a sério estas coisas. Ele veio lutar pela nossa salvação. Ele venceu o demónio! Por favor, não façamos negócios com o demónio! Ele tenta de voltar para casa e tomar de posse de nós...Não relativizar, vigiar! E sempre com Jesus!”

Papa Francisco
11-X-2013

A oração tem de ser corajosa

uma oração que não seja corajosa – afirmou o Pontífice – não é uma oração verdadeira». Quando rezamos é necessária «a coragem de acreditar que o Senhor nos ouve, a coragem de bater à porta. O Senhor diz, porque  quem pede recebe e a quem procura e bate a porta se abrirá».

Papa Francisco 10-X-2013

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Recomeçar, multiplicando os atos de fé e de amor

«Levantando-me depois das quedas,
e multiplicando os actos de fé
e de amor,
cheguei a um estado
em que me seria tão pouco possível
não pensar em Deus,
como me foi difícil
habituar-me ao princípio.»
Frei Lourenço da Ressurreição | †1691
A Prática da Presença de Deus, II, 3

Rezar por quem não reza

«Assim como Deus não dispensa as Suas graças aos homens
senão através da oração,
porque quer que O reconheçamos
através da fonte de onde dimana todo o bem,
tão-pouco quer salvar-nos dos perigos
nem curar as feridas,
nem consolar-nos nas aflições
a não ser pela oração.
E como nem todos os que sofrem
estão dispostos a pedir remédio a Deus,
para não os excluir da Sua proteção e misericórdia divina,
contenta-Se que outros Lhe peçam em seu nome.
Por isso:
fazei oração uns pelos outros…
Quer dizer:
Deus dispôs que a oração seja o meio
pelo qual os homens recebem as Suas graças,
sejam salvos e curados dos seus males;
Ele quer que todos O reconheçam como Senhor da vida e da morte,
da saúde e da doença:
“Ele é quem dá a morte e dá a vida”.»


Beato Francisco Palau | †1872
Luta da alma com Deus,
Carta de um diretor nº 8,22 e ss

sábado, 28 de setembro de 2013

Creio na mesquinhez da minha alma; creio na morte diária que me sorri

"Quero crer em Deus Pai, que me ama como filho, e em Jesus, o Senhor, que infundiu o seu Espírito na minha vida, para me fazer sorrir e levar-me assim para o Reino Eterno da vida.
(...)
Creio na mesquinhez da minha alma, que procura engolir sem dar...sem dar.
(...)
Creio na morte diária, ardente, de que fujo, mas que me sorri convidando-me a aceitá-la.
(...)
Creio em Maria, minha mãe, que me ama e nunca me deixará só"

Profissão de fé escrita por Jorge Bergoglio pouco antes de ser ordenado.

Papa Francisco- Conversas com Jorge Bergoglio. Paulinas. Pág. 131

Sermos nós a afogar-nos

"Há pessoas que se julgam justas, que de algum modo aceitam a catequese, a fé cristã, mas não têm a experiência de terem sido salvas.
Uma coisa é contarem-nos que um rapaz estava a afogar-se no rio e uma pessoa atirou-se para o salvar.
Outra coisa é vermos isso e outra ainda é sermos nós a afogar-nos e vir outro atirar-se para nos salvar.
(...)
Penso que só nós, os grandes pecadores, temos essa graça."

Papa Francisco- Conversas com Jorge Bergoglio. Paulinas. Pág. 102

sábado, 21 de setembro de 2013

A santidade como constância


 "Associo frequentemente a santidade à paciência: não só a santidade como hypomoné, o encarregar-se dos acontecimentos e circunstâncias da vida, mas também como constância no seguir em frente dia após dia".


Papa Francisco 20-IX-2013 Entrevistado pelo Padre Antonio Spadaro, SJ | Brotéria

Valorizar as coisas pequenas no interior de grandes horizontes


 "Esta virtude do grande e do pequeno é a magnanimidade, que da posição em que estamos nos faz olhar sempre o horizonte.
É fazer as coisas pequenas de cada dia com o coração grande e aberto a Deus e aos outros.
É valorizar as coisas pequenas no interior de grandes horizontes, os do Reino de Deus».



Papa Francisco 20-IX-2013 Entrevistado pelo Padre Antonio Spadaro, SJ | Brotéria

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Quotidie Morior


81. Em segundo lugar, para nos despojar de nós mesmos, é

preciso morrer todos os dias. Isto quer dizer que é preciso

renunciar às operações das potências da nossa alma e dos sentidos

do nosso corpo, ou seja: temos de ver como se não víssemos,

de ouvir como se não ouvíssemos, de nos servir das

coisas deste mundo como se delas não nos servíssemos (1
 

Cor 7, 29-31). É a isto que São Paulo chama de morrer todos

os dias Quotidie Morior (1 Cor 15, 31). “Se o grão de trigo cai à Terra e não

morre, permanece só e não produz fruto” (Jo 12, 24). Se não
 
 
morrermos para nós mesmos, e se as nossas devoções mais

santas não nos levam a esta morte necessária e fecunda, não

daremos fruto que valha. Porque então as nossas devoções

tornar-se-ão inúteis, todas as nossas boas obras serão manchadas

pelo amor próprio e pela nossa vontade própria, o que

fará com que Deus abomine os maiores sacrifícios e as melhores

ações que possamos fazer. E, nesse caso, encontrarnos-

emos com as mãos vazias de virtudes e méritos na hora da

nossa morte, e não teremos sequer uma centelha de Puro Amor,

pois este só é dado às almas mortas para si mesmas e cuja vida

está oculta com Jesus Cristo em Deus (Cl 3, 3).
Ponto 81
Tratado da Verdadeira devoção à Santíssima Virgem Maria , Luis Maria Grignion de Monfort

Os germes de novos mundos

"(Nós os católicos) Ignoramos a tensa expetativa com que o Céu está pendente das nossa opções mais incipientes.
Não sabemos que aqui, nas pequenas oportunidades de cada dia, se escondem os germes de novos mundos que podem nascer para Deus ou ser esmagados em embrião pela nossa incúria.
(....)
Se ao menos estivéssemos olhos para ver, compreenderíamos que Jesus está ao nosso lado, com os sinais da agonia no rosto, esperando por alguém que o console, mas sem achar ninguém (Salmo 68, 21). Está ao nosso lado e nós tagarelamos distraídos, enquanto subimos o caminho que leva ao lugar onde se consuma a tragédia, lá onde Ele pende suspenso entre o céu e a terra, vindo de um e rejeitado pela outra"

A Amizade com Cristo. Robert Hugh Benson. Quadrante. SPaulo. 1996. Págs. 89 e 90

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Entrevista do Papa

A fórmula de aceitação da eleição como Santo Padre, podia ser a fórmula que qualquer cristão poderia dizer ao Senhor, ao levantar-se de manhã.

Aí está presente a Misericórdia e a Paciência de Deus, a nossa condição de pecadores e a necessidade de um espírito permanente de penitência.

: Peccator sum, sed super misericordia et infinita patientia Domini nostri Jesu Christi, confusus et in spiritu penitentiae, accepto». (Sou pecador, mas confiado na misericórdia e paciência infinita de Nosso Senhor Jesus Cristo, confundido e em espírito de penitência, aceito).

Entrevista ao Papa Francisco 20-IX-2013

Como é que o Papa reza

«Rezo o Ofício todas as manhãs. Gosto de rezar com os Salmos. Depois, a seguir, celebro a Missa. Rezo o Rosário. O que verdadeiramente prefiro é a Adoração vespertina, mesmo quando me distraio e penso noutra coisa ou mesmo quando adormeço rezando. Assim, à tarde, entre as sete e as oito, estou diante do Santíssimo durante uma hora, em adoração. Mas também rezo mentalmente quando espero no dentista ou noutros momentos do dia».


«E a oração é para mim uma oração “memoriosa”, cheia de memória, de recordações, também memória da minha história ou daquilo que o Senhor fez na sua Igreja ou numa paróquia particular.
Para mim é a memória de que Santo Inácio fala na Primeira Semana dos Exercícios, no encontro misericordioso com Cristo Crucificado.
E pergunto-me:
“Que fiz por Cristo?
 Que faço por Cristo?
Que farei por Cristo?”
É a memória de que fala Inácio também na Contemplatio ad amorem, quando pede para trazer à memória os benefícios recebidos.

 


 20-IX-2013 
Papa Francisco

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